Por incrível que pareça, quem mais diz este mantra somos nós, os filhos desta enorme pátria. E repetimos como se não houvesse mais jeito ou esperança de nos recompormos.
Antes de fazermos qualquer julgamento, sobre o assunto que seja, devemos reavaliar todas as situações que nos levaram até ela.
Como sabemos, a construção deste país não foi nada fácil e nem democrática. Não ganhamos um país de “bandeja”, fomos construindo com muitas revoltas e rebeliões para alcançarmos a liberdade.
A história do Brasil, pode-se dizer que durante muito tempo, foi somente exploração. Mesmo quando deixamos de ser uma colônia, passamos a ser explorados uns pelos outros, para que sempre um saia melhor do que o outro. O que não é muito diferente de hoje em dia, em que a “malandragem” brasileira fala mais alto, e acabamos passando por cima de tudo e todos pelo nosso próprio bem.Outra situação que é falada, é a alegria brasileira. Que mesmo com toda a pobreza, exploração e exaustão do povo, somos capazes de sermos felizes, fazendo festa e dividindo o pouco que temos.
Esta também é uma herança de um Brasil mestiço, com uma miscelânea de raças, cada uma com sua carga cultural, acabando por se misturar e criar uma festividade incomum em outros lugar.
A força de viver é resultado de estarmos constantemente lutando por algo melhor, por um espaço maior na sociedade, ou que seja por algum reconhecimento. E é este um critério que gostaria que fossemos lembrados, pois mesmo que tenhamos os poucos que se corrompem, somos uma grande maioria de lutadores a procura de um lugar que possamos ser felizes e ter o descanso merecido.

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